Citação do Dia

terça-feira, maio 20, 2008

VOCÊTUBE

Uma borboleta voando pode mudar sua vida?

Por Raúl Candeloro

Para agarrar o futuro você precisa largar o passado.

A única forma de impedir que sua vida seja uma

sucessão de descontinuidades é tendo uma

estratégia de vida.

Todos os grandes matemáticos, usando a Teoria do Caos, dizem que uma borboleta batendo as asas do outro lado do mundo pode provocar um tufão na Indonésia. É que todas as coisas no universo estão de certa forma ligadas, e o bater de asas de uma borboleta pode provocar uma reacção em cadeia que termina gerando um tufão.

Se isso pode acontecer, então porque é que não pode fechar sua empresa? Ou mudar sua vida? Já parou para pensar nisso? São tantas variáveis acontecendo na vida que a maioria das pessoas simplesmente desiste de tentar escolher seu destino.

Chuck Yeager foi o primeiro humano a quebrar a barreira do som, voando no seu Bell Aviation X-1. Na época muitas pessoas diziam que a ‘barreira’ era impenetrável, e que ele e seu avião desintegrariam assim que atingisse a velocidade Mach 1 (a velocidade do som).

É claro que a barreira não era impenetrável coisa nenhuma. Era apenas um mito. Anos mais tarde, na sua biografia, Yeager escreveu que "a verdadeira barreira não estava no céu, mas na nossa cabeça – no conhecimento e experiência dos voos supersónicos".

Da mesma forma, vemos todos os dias pessoas voando baixo, vagarosamente, porque acham que existe alguma ‘barreira’ para uma performance melhor. Uma barreira que os impede de crescer. E geralmente colocam a culpa em factores externos.

Mas a sua vida não precisa ser assim. Você não precisa viver de susto em susto, de crise em crise, sempre apagando incêndios, sempre perguntado o que virá pela frente, sempre voando baixo. Como assumir o controlo?

Já faz algum tempo que sabemos que o futuro será diferente do passado. Mas insistimos em nos recusar a acreditar que nossa vida será diferente do que esperamos que ela seja. A maioria de nós ainda acredita que o futuro será uma continuação do presente, como uma estrada recta que se perde no horizonte.

De acordo com Alvin Toffler, é uma percepção linear, previsível, de que A leva a B que leva a C. Só que a prática mostra que o futuro não é uma continuidade do presente, mas sim uma série de descontinuidades.

E o pior é que nossa educação, ao invés de ajudar a quebrar essas ‘barreiras’, na verdade acaba reforçando-as. As escolas foram desenhadas com a certeza de que todos os problemas do mundo já foram resolvidos, e que o professor conhece todas as respostas.

Então a função do professor passa a ser apresentar os problemas aos alunos, e depois as respostas. Ensinam-nos as perguntas e as respostas, mas não a pensar. Por isso a dificuldade [surge] quando as perguntas mudam.

Para agarrar o futuro você precisa largar o passado.[largar o passado no sentido da continuidade do presente, e não na perspectiva histórica]. A única forma de impedir que sua vida seja uma sucessão de descontinuidades é tendo uma estratégia de vida. Se não você é jogado de um lado para outro, de acordo com o vento ou a maré. Ou uma borboleta batendo as asas. E não consegue nunca ir de A para B ou C.

Como diria Toffler, não precisamos que nos ensinem apenas como fazer alguma coisa, mas sim a imaginar o que é POSSIVEL.

É como quando o primeiro avião conseguiu voar. A partir desse momento, mudou completamente o contexto do desenvolvimento da aviação. Cada avião que caía provava aos cínicos, de forma evidente, que era impossível fazer um avião voar.

Mas quando ele finalmente voou, tudo mudou. As mesmas informações começaram a ser interpretadas de um modo diferente. As quedas passaram a ser vistas como evidências dos erros, de como as coisas não deveriam ser feitas. As pessoas simplesmente começaram a pensar de forma diferente.

A mesma coisa aconteceu com Chuck Yeager e a velocidade do som. As barreiras estavam apenas na cabeça – no conhecimento e na experiência. Bastou alguém dedicar-se a derrubar essas barreiras através de uma boa estratégia para provar que estavam erradas.

Se você quer quebrar suas próprias barreiras e voar alto, precisa de uma estratégia. Estratégia de vida começa com uma proposição diferente de valor, de missão pessoal. É uma forma de definir um território onde você é de alguma forma único.

Estratégia é fazer escolhas. Principalmente, escolher o que fazer diferente, e também o que não fazer. Por isso mesmo você é obrigado a escolher, já que não dá para ser ou fazer tudo.

Esse é outro ponto que deve ficar muito claro: para ter uma boa estratégia você tem que aprender a dizer não. Todos os dias aparecem nas nossas vidas novas propostas de negócios, muitas altamente tentadoras.

Uma pessoa sem estratégia vai acabar distraindo-se ao perseguir negócios que parecem lucrativos, mas que na verdade não tem nada a ver com a estratégia a longo prazo, nem com sua missão de vida. Acabam sugando recursos, tempo e energia, desviando-se da sua missão, confundindo ainda mais sua vida.

As melhores estratégias sempre levam a um objectivo maior. Se não tiver um objectivo bem claro em mente, começará a tomar decisões que inevitavelmente diminuirão sua eficiência.

A essência da estratégia é estabelecer limites. A pessoa sem estratégia está disposta a tentar qualquer coisa. Principalmente, copiar os outros.

Você tem que fazer menos coisas, mas fazê-las muito melhor. Você tem que encontrar e desenvolver vantagens, e não apenas eliminar desvantagens. Criar diferenças, e não apenas copiar: esse é o segredo.

Para terminar, a grande dúvida: vale a pena ter uma estratégia num mundo que muda constantemente? Ela não será uma camisa de força, uma corrente que produz rigidez e inflexibilidade?

Algumas pessoas podem pensar: "As coisas estão mudando rapidamente, então preciso mudar rapidamente também. Logo não posso ter uma estratégia, porque ela me tornaria mais lento".

Acontece que grandes conquistas só são alcançadas por pessoas com objectivos claros e estratégias definidas. Pessoas que não apenas imaginaram voar alto ou quebrar barreiras, mas também conceberam planos para chegar lá.

Por isso Michael Porter defende justamente a ideia contrária: uma boa estratégia na verdade acelera o processo, porque permite que você tome decisões de acordo com seus objectivos.

Peguemos um exemplo como a tecnologia: não adianta comprar todas as bugigangas e novidades tecnológicas que aparecem se isso não tem um objectivo muito claro.

Você não vai aumentar sua produtividade simplesmente porque tem mais aparelhos disponíveis. Você tem que saber para onde quer ir e, com base nisso, tomar as decisões.

Resumindo: ter uma estratégia é ser diferente. Você não é apenas mais uma pessoa – você está ali para trazer algo novo para o mundo, para mudar o mundo, para mudar para melhor a vida das outras pessoas.

Uma vez que você tenha sua estratégia claramente definida, todas as perguntas serão fáceis de responder: ou ajudam você a alcançar seus objectivos, ou não. E finalmente você terá controlo da sua vida.

Publicado em 06/09/2001

Raúl Candeloro, é palestrante e editor da revista VendaMais®, além de autor dos livros Venda Mais, Correndo pro abraço, Criatividade em Vendas, Prospecção e Negócio Fechado, e responsável pelo site VendaMais


Palavras-Chave:

Estratégia de vida;

Missão pessoal;

Estratégia é fazer escolhas;

A essência da estratégia é estabelecer limites;

Fazer menos, mas fazer melhor;

Encontrar e desenvolver vantagens, e não apenas eliminar desvantagens;

Criar diferenças, e não apenas copiar: esse é o segredo

sábado, fevereiro 16, 2008

O SONHO AMERICANO DE BARACK HUSSEIN OBAMA. NOSSO HERÓI

Ana Sá Lopes_ Jornalista do DN gente_ 16 de Fevereiro de 2008

O que tem Barack Obama? Ao ver o senador do Ilinóis arreba­tar primárias e caucuses, agora já como corredor da frente -"front runner", como se diz lá - caem por terra as previsões quase unânimes dos comentadores políticos (apoiados naturalmente em sondagens) sobre o favoritismo de Hillary Clinton. O que aconteceu, assim, de repente? Yes, we can, repele o homem e repetem as lou­cas assistências, numa palavram que, não dizendo nada, traduz uma espécie de sonho. Sim, podemos - Podemos tudo.
O que tem Obama de fascinante é a sua marca absortamente "sixtie". 0 "sim, podemos" vindo de um negro na América é quase tão po­deroso como o velhinho "façamos amor c não a guerra", hino da revo­lução sexual dos anos 60. O realismo dos anos 80 passou a ser a marca social dominante quando a geração de 60 entrou na "vidinha" e esse realismo agravou-se, por assim dizer, com a queda do muro de Berlim. O explodir dos regimes de Leste rebentou com um dos sonhos do sé­culo XX, (o do comunismo, a dita "pátria sem amos") e foi por ai fora -até à derrocada da esquerda, a situação presente.
Yes, we can. Podemos tudo. Podemos, inclusive, eleger um negro presidente dos Estados Unidos. Podemos recebentar com o "bushismo". É óbvio que Obama é populista mas, agora, assim de repente, não me lembro de nenhum líder partidário americano que não o tenha sido.
A força da mensagem de Barack Obama vai além das propostas concretas que é acusado (aliás, injustamente) de não ter. O fenómeno Obama é, em si, a encarnação do sonho americano. E essa absoluta correspondência entre a mensagem e o sujeito é que faz com que o poder de Obama cresça até ao impensável.
Como muitos portugueses, acompanho pela madrugada as primá­rias do Novo Mundo depois de George Bush. Timothy Garton Ash, his­toriador britânico, escrevia na semana passada que os meios de comu­nicação britânicos falam da "baia de Cheasepeake" (que fica entre o Estado da Virgínia e o de Washington D. C.) com a vulgaridade que fa­lam da realidade londrina. Por cá, nós também nos estamos a familiari­zar com o "Potomac" e a cada "yes. we can" muitos de nós ficamos mais Obama.
O sonho americano é o daquele que pode tudo, mesmo vindo de bai­xo, mesmo despojado da aristocracia e do dinheiro que na Europa sempre foi necessária à sobrevivência. O tio da América de muitos eu­ropeus é o sonho americano, como e o homem dos subúrbios que chega a presidente.
Se Obama entrar na Casa Branca, a América devolveu ao mundo uma coisa desprezada desde os anos 80. No fundo, aquele enternecedor 'yes, we can". Podemos tudo, podemos tudo o que sonharmos. Acontece na América.

quinta-feira, novembro 30, 2006

«um outro olhar sobre viana»

“Um outro olhar sobre Viana” é o título da primeira exposição dos Caçadores de Gambozinos, grupo que por força vontade e identificação se unem trabalhando conjuntamente as diversas perspectivas do olhar. É uma exposição composta de várias obras, em acrílico e aguarela. Conta ainda com Algumas Fotografias de Gualberto Boa-Morte, que participa nesta exposição, a título de convidado especial.

Exposição patente na Habito´s - Atelier de Arte Floral, em Viana do Castelo, durante o mês de Dezembro. A inauguração será no dia 8 de Dezembro de 2006 pelas 16:00 horas, acompanhada de um Porto de Honra e recital de poesia.

Para visualizar algumas obras patentes na exposição - clique aqui

Sobre a Habito's (local da exposição):

Sobre Gualberto Boa-Morte (artista convidado):

Aguardamos a sua visita.

cacadoresdegambozinos.blogspot.com

quarta-feira, outubro 25, 2006

Expo_Pintura IV Semana do Imigrante_Org. GAF_Cais de Viana


Edifício: Cais de Viana na Marina de Viana do Castelo








Expo de Pintura de Mt Quimbango e Cipriano
Panoramica da Expo1









Panoramica da Expo2










Panoramica da Expo3








Panoramica da Expo Fundo da Sala










Panoramica da Expo centro da Sala1












Panoramica da Expo centro da Sala2


















Quadro Ezequiel e a Visão do Querubis_ Mt Quimbango















Quadro Sem Título1_ Cipriano

















Quadro Sem Título2_ Cipriano

















Quadro Sem Título3_ Cipriano















Os artistas apanhados pela maq. fotográfica no vidro




















Desenvolvimento do Quadro_Frederico e a visão dos Gambozinos IV

Desenvolvimento do Quadro_Frederico e a visão dos Gambozinos III

quinta-feira, outubro 19, 2006